A demência pode ser entendida como uma síndrome caracterizada pelo declínio das funções cognitivas (memória, sensação e percepção, funções executivas, atenção, linguagem e cognição social) com intensidade suficiente para interferir na capacidade de executar tarefas do dia a dia.

Vamos destacar as 5 demências mais comuns:

1. Demência causada pela Doença de Alzheimer: A Doença de Alzheimer é o tipo de demência mais comum e se manifesta principalmente pelo prejuízo da memória, comprometendo também funções de orientação no tempo e espaço, raciocínio e linguagem.

2. Demência por Corpos de Lewy: É causada pela degeneração e morte das células cerebrais. Alucinações visuais, delírios, rigidez e tremores são alguns dos sintomas comuns desse tipo de demência, ela pode ocorrer simultaneamente com a Doença de Alzheimer e/ou Demência Vascular.

3. Demência Vascular: ocorre devido a lesões cerebrais de origem vascular (pode ser tanto por doenças como hipertensão, diabetes e outras; tanto por sequelas de múltiplos AVC’s – Acidente Vascular Cerebral). Geralmente causa perda de memória mais lentamente que na Doença de Alzheimer, e o funcionamento executivo (dificuldade em planejar ações, por exemplo), tende a ficar prejudicado mais rapidamente.

4. Demência causada por Doença de Parkinson: é caracterizada principalmente pela presença de tremores, rigidez nos membros, dificuldade em realizar movimentos. No entanto, a Doença de Parkinson também pode se desdobrar em uma demência. Nesse tipo de demência o funcionamento executivo (que auxilia no planejamento e execução de atividades) é o domínio cognitivo mais prejudicado.

5. Demência Frontotemporal: são um grupo de demências em que ocorre a degeneração de um ou ambos os lobos cerebrais, frontal e temporais. Na Demência Frontotemporal, os principais problemas se relacionam com as alterações comportamentais, de personalidade e de linguagem. Impulsividade, desinibição e oscilação emocional são alguns dos sintomas recorrentes.

Existem alguns fatores de risco para a demência, como:

*Idade avançada

*Hipertensão arterial

*Diabetes mellitus

*Depressão

*População feminina

*Baixa escolaridade

*Inatividade física

*Baixa condição econômica.

*Baixos níveis de vitamina D.

Ter algum fator de risco não significa que necessariamente vai desenvolver demência, mas é um ponto de alerta e é importante atuar na prevenção.

É possível ter demência e ter qualidade de vida. Quando alguns idosos recebem a notícia de que estão com demência, ou quando algum de seus familiares são informados, existe a percepção de que a pessoa está destinada a algo ruim, um caminho sem volta de sofrimento. Isto é um estigma.

Atualmente existem diversos recursos disponíveis que contribuem para a qualidade de vida no envelhecimento e também no envelhecimento com algum tipo de transtorno cognitivo. Isso é possível graças ao avanço nas ciências da saúde, que proporcionou mais opções de tratamentos farmacológicos e não-farmacológicos.

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